Posted: 22 Mar 2012 07:20 PM PDT Introdução à teoria musicalEu vou explicar isso usando como referência a linguagem falada, usando-a como analogia. Música em si pode ser considerada uma linguagem universal e eu tenho certeza que a maioria concorda com isso. Por esta razão, podemos comparar a abordagem de aprender música apenas de ouvido com aprender uma língua falada apenas ouvindo. Isto significa nenhuma palavra escrita, nenhuma compreensão da gramática, sem capacidade de conscientemente transmitir qualquer mensagem, sem capacidade de participar de uma conversa e assim por diante. Deste modo, a única maneira de se comunicar seria através da replicação do que ouvimos, sem entender o que é que estamos dizendo e muito menos em que contexto estamos falando. Parecido com um papagaio? Esperemos que através desta analogia você possa imaginar porque a teoria musical é importante, mas, vamos entrar um pouco mais em detalhes nessa discussão. O que é uma teoria?Uma teoria é uma maneira de entender ou explicar alguma coisa. Por sua própria natureza uma teoria nada tem a ver com a forma como a informação é utilizada na prática. A teoria da música fornece uma maneira universal para os músicos de entender os elementos vitais da música. Também pode incluir qualquer declaração, concepção ou crença sobre a música.Sem entrar muito em detalhes sobre qualquer aspecto específico da teoria da música (que daria um livro inteiro!), vamos tomar um acorde como exemplo. O acorde será C Maior. Se eu não tenho nenhuma compreensão do que constitui um acorde C Maior, como posso explicar, mesmo da maneira mais básica possível, sobre este acorde, para outra pessoa? Eu poderia ser capaz de mostrar um guitarrista ou um pianista onde colocar os dedos, mas eu posso explicar a ele o que realmente é um acorde C maior? Você pode? Você pode tocar um acorde C Maior em seu instrumento em mais de uma posição? E se fosse para tocar em qualquer posição no instrumento? Agora, digamos que eu quero tocar um acorde C Maior e tem um outro músico junto que irá criar uma melodia em cima dele. Se o músico tiver conhecimento de teoria musical, ele vai saber quais notas, escalas, arpejos etc. irão se encaixar neste acorde. Nessas horas os “anti-teoria” irão dizer “viu, isso não tem nada a ver com ouvir e usar seus ouvidos, é apenas um exercício mecânico”. Bem, é e não é. Ser capaz de associar nomes a esses sons, permite que o nosso ouvido ouça essas notas “certas” e imediatamente coloque um nome nelas, permitindo ao músico compreendê-las em um nível mais profundo. Se um músico decide, por exemplo, apenas percorrer essas notas pra cima e pra baixo, sem ouvir a idéia por trás da teoria, então sim, vai soar bem mecânico. No entanto, isso não tem nada a ver com a informação, é apenas a informação crua. Se um músico ouve com atenção, ele pode manipular todas as notas “erradas” e as notas “certas”, criando “tensão” e “alívio”, pois seu ouvido sabe onde essas notas “certas” estão. Eu comparo esta abordagem a correr riscos na hora em que você toca. Já a abordagem de ouvido, vejo como imprudência. Agora, é claro que se você trabalhar duro o suficiente, você pode se tornar um grande músico, apenas “tirando de ouvido”. Mas eu garanto que você irá demorar mais tempo e você nunca estará confortável em situações musicais diferentes e inesperadas. Vamos retornar à analogia da linguagem falada. Se eu sei que uma cadeira é para sentar-se, isso significa que só posso me sentar se eu tiver uma cadeira? Ou se eu sei que é uma cadeira é para sentar-se, isso significa que ficar de pé em cima de uma cadeira é impossível? Se eu explicar para alguém para que servem as cadeiras, essa pessoa vai assumir que é impossível desafiar a “teoria das cadeiras”? Embora este seja um exemplo bobo, estes mesmos conceitos são verdadeiros na música. Só porque uma teoria afirma que um determinado grupo de notas vai funcionar ao longo de um determinado acorde, não significa que você não pode contestar isso. No entanto, apenas a compreensão da teoria permite que você possa fazer tais desafios. Se não há nenhuma teoria, o que você está desafiando? Está perdido? Todos devem aprender teoria musical?Eu acredito que nem todo mundo deseja se tornar um grande músico em seu instrumento de preferência. Alguns tocam apenas para acompanhar sua voz, ou apenas querem tocar músicas de outras pessoas para se divertir como um hobby. No entanto, o conhecimento é poder e se você tiver tomado seu tempo para buscar e ler este artigo com a pergunta “devo aprender teoria musical?”, então eu acho que você sabe a resposta. Considerações finaisA teoria musical é simplesmente uma forma de explicar os sons de modo que eles podem ser comunicados de forma universal. Nada mais, nada menos. Ela permite que você ouça um som e logo o entenda, o que permite que você possa recriá-lo. Alguns dos melhores músicos que já viveram eram verdadeiras enciclopédias ambulantes de teoria musical. No entanto, é de extrema importância que você aplique o que aprende! Você não vai fixar a teoria musical se não colocá-la em prática. Não tem certeza como fazer isso? Procure um professor. Para ser o melhor que você pode ser, é ingênuo pensar que o vasto oceano de música escrita e de teoria que está disponível para todos não é nada mais do que um monte de exercícios mecânicos. Depois de ler isso, eu espero que você tenha muitas outras perguntas sobre teoria musical. Leia um livro de teoria ou encontre um bom professor e comece a aprender. É onde todas as respostas estão. |
sexta-feira, 23 de março de 2012
DEVO APRENDER TEORIA MUSICAL?
ACENTUAÇÃO MUSICAL
O que é uma acentuação musical?
Acentuar ou acentuação musical significa enfatizar algum elemento do arranjo de base, podendo ter implicações rítmicas, melódicas ou harmônicas. É importante ressaltar que a acentuação musical ou acentuações sempre se destacam independentemente do contexto, portanto, não podem aparecer em excesso dentro de um arranjo de base. Recomenda-se sua utilização principalmente em refrões ou riffs.
Acentuação musical lembra muito o sotaque das pessoas, dependendo do aspecto histórico e cultural da região as pessoas adquirem o hábito de enfatizar tal letra ou acento, seja de países diferentes ou até mesmo dentro de um próprio país como o nosso. Acentos da música são bastante semelhantes dessa maneira. Todos agarram a sua maneira expressiva ao longo do tempo, e há infinitas maneiras de se expressar.
Porém, algumas regras devem ser respeitadas, como por exemplo, quando falamos a respeito de rítmo falamos que a primeira batida ou tempo em um compasso deve ser mais forte, ou seja, mais acentuado. A acentuação musical é uma teoria musical mais difundida no piano e teclado, porém ela é importante também para guitarra, então citarei 2 exemplos de acentos musicas aplicados para guitarra. Mas antes vamos ver a seguinte tabela que representa os símbolos dos acentos musicais.
Marcações da acentuação musical
Na música clássica a primeira e a terceira batida são as mais fortes, em seguida, a segunda e a quarta batida. No entando no Jazz toma o caminho inverso, a segunda e a quarta batida são as mais fortes, dando um jeito mais groove na música.
Na música “Baile da Pesada”, da Fernanda Abreu, no refrão é utilizado quase somente acordes acentuados.
No CD Are You Experienced?, de Jimmy Hendrix, na introdução de “Foxy Lady” é apresentada a célula rítmica básica com acentos no backbeat (segundo e quarto tempos do compasso quaternário). Na gravação original, Hendrix utiliza seu polegar direito ao tocar o F# grave, possibilitando a ele responder duas oitavas acima a célula que aparece no backbeat.
Então é isso galera, acentos musicais podem ser considerados uma teoria mais avançada ou específica, mas é sempre bom aprender sobre isso porque daqui pra frente poderia explicar outros assuntos relacionados com acentuação musical. Até lá.
FONTE: PORTAL DA MÚSICA
segunda-feira, 19 de março de 2012
Propriedades do Apóstolo V San Tiago
Visite: Gospel +, Noticias Gospel, Videos Gospel, Musica GospelNa reportagem, foram apresentados documentos de compra de duas fazendas no Mato Grosso, avaliadas em R$ 49 milhões, pela Igreja Mundial do Poder de Deus, e arrendadas pela empresa W. S. Music Ltda., de propriedade de Valdemiro Santiago e sua esposa, Franciléia.
A reportagem explicou que quando uma propriedade é arrendada, o arrendador é quem a movimenta financeiramente, portanto, o lucro da movimentação das 5 mil cabeças de gado das fazendas, que valem aproximadamente R$ 6,5 milhões, é recebido pelo administrador, o apóstolo Valdemiro Santiago.
O tamanho das propriedades soma 26.134 hectares, uma área equivalente ao tamanho de duas cidades de Jerusalém. Cada hectare representa uma área de 10 mil m². O valor das propriedades e do gado, somados, seria suficiente para comprar 10 coberturas em Nova York, ou 20 Ferraris, segundo a reportagem intitulada “O apóstolo milionário”.
Recentemente, o jornalista Amaury Ribeiro Jr. foi preso por invasão de propriedade, enquanto realizava reportagem investigativa sobre a compra das fazendas pela Igreja Mundial. Na reportagem, a TV Record mostrou em cenas aéreas, a sede da fazenda, uma casa com piscinas e campo de futebol iluminado. Foram mostradas também, aviões, helicópteros e carros de luxo que supostamente seriam de propriedade de Valdemiro.
Foi também apresentado um trecho de um culto da Igreja Mundial em que Valdemiro alega que as propriedades em que ele e sua esposa “descansam de vez em quando” estão em nome da igreja “mas não custaram um centavo para a igreja”, e que eles não costumam “comprar as coisas com dinheiro da igreja e botar (sic) no nome da gente”.
Outras circunstâncias envolvendo a Igreja Mundial e seu apóstolo também foram mencionadas pela reportagem, como por exemplo, as 59 ordens de despejo contra a denominação somente na cidade de São Paulo, por falta de pagamento de aluguel dos templos.
O jornalista Marcelo Rezende, autor da reportagem, afirmou ter tentado entrar em contato com o apóstolo, porém sem sucesso, e que continuará a investigar a Igreja Mundial do Poder de Deus.
Confira no vídeo abaixo, a íntegra da reportagem:
Fonte: Gospel+
Aqueduto de Siloé
Uma reportagem realizada pela Rede Globo, exibida no Jornal Hoje, mostrou a origem do Tanque de Siloé, que foi o local onde Jesus realizou o milagre da cura de um cego. A construção histórica foi realizada a aproximadamente 2700 anos, quando o Rei Ezequias reinava em Israel.
Visite: Gospel +, Noticias Gospel, Videos Gospel, Musica GospelO túnel do Rei Ezequias era responsável pelo abastecimento de água na cidade de Jerusalém, uma espécie de aqueduto que trazia água de fontes próximas até o centro da cidade.
A construção do túnel foi realizada por escravos, possui aproximadamente 500 metros de extensão de escavações na rocha, com pontos de até 5 metros de altura. Foi idealizado com a finalidade de levar a água a um lugar seguro, evitando a falta de abastecimento de água em caso de guerra, já que Israel estava em iminente perigo de ser atacado pelo exército sírio.
A Bíblia relata o milagre da cura de um cego no Evangelho de João, no capítulo 9, onde o cego, por ordem de Jesus se lava no tanque de Siloé e é curado.
Assista a reportagem:
Fonte: Gospel+
Visite: Gospel +, Noticias Gospel, Videos Gospel, Musica GospelO túnel do Rei Ezequias era responsável pelo abastecimento de água na cidade de Jerusalém, uma espécie de aqueduto que trazia água de fontes próximas até o centro da cidade.
A construção do túnel foi realizada por escravos, possui aproximadamente 500 metros de extensão de escavações na rocha, com pontos de até 5 metros de altura. Foi idealizado com a finalidade de levar a água a um lugar seguro, evitando a falta de abastecimento de água em caso de guerra, já que Israel estava em iminente perigo de ser atacado pelo exército sírio.
A Bíblia relata o milagre da cura de um cego no Evangelho de João, no capítulo 9, onde o cego, por ordem de Jesus se lava no tanque de Siloé e é curado.
Assista a reportagem:
Fonte: Gospel+
terça-feira, 6 de março de 2012
Aprender Música na Igreja para tocar no Mundo
Igrejas evangélicas viraram fornecedoras de músicos profissionais para bandas e artistas seculares
Por Dan Martins em 4 de março de 2012
A música é uma parte importante do culto na maioria das igrejas evangélicas, por isso inúmeros músicos são formados nesse meio. Tendo a oportunidade de integrar a parte musical do louvor nas celebrações das igrejas, muitas pessoas que se convertem acabam descobrindo um talento ou, pelo menos, a possibilidade de aprender a tocar um instrumento e cantar. Esse fenômeno criou, involuntariamente, nas igrejas brasileiras, um mercado paralelo de capacitação.
Com isso as igrejas estão sendo vistas por muitos como celeiros de profissionais, que acabam abastecendo bandas e artistas seculares com músicos treinados e versáteis. A formação religiosa é considerada diferencial por alguns profissionais que trabalham recrutando músicos para gravações shows e turnês. O músico carioca Simoninha conta que a expressão “esse cara é bom, vem da igreja” já se tornou comum na hora de avaliar alguns dos profissionais que trabalham com ele.
“A gente fala brincando, entre os músicos que não são religiosos, que não têm vínculo nenhum. É uma forma de dizer que o cara é disciplinado, maduro e competente. Tem muita gente dessas igrejas no meio musical, um acaba puxando o outro”, explica o artista, que tem entre os sete músicos da sua banda, quatro que se encaixam nesse perfil.
Simonal conta ainda que alguns desses músicos atraem uma legião de fãs evangélicos para o seu trabalho. “Vamos fazer show, tem seguidores do Robinho. Ele tem fãs no país inteiro”, conta o músico, falando do baixista Robinho Tavares, que trabalha com ele há 12 anos.
O regente Nilton Silva, 37 anos, falou ao G1 sobre a forma que os músicos são formados na igreja. Segundo ele o esquema é colaborativo, ou “mambembe mesmo, sem regra, ar condicionado, estrutura de sala de aula. É na base da repetição e autodidatismo”.
Filho de um maestro, Nilton conta que quando seu pai começou a frequentar os cultos foi incumbido de tocar trompete, mesmo sem ter a mínima noção sobre o instrumento. Ele afirma que, com o treino, em dois anos seu pai já era responsável por ensinar aos novatos. “Meu pai é maestro desde que me conheço por gente. Ele aprendeu a reger sozinho e, depois que se converteu, passou a tocar trompete também. Aprendeu na marra, lendo partitura, estudando sozinho. O esquema é: senta aí e vai pegando com os que já sabem”, explicou.
Ele conta ainda que, na infância, ele e seus irmãos montaram um quarteto musical que fazia sucesso no meio religioso, e que aos 22 anos resolveu montar um coral com alguns amigos do meio evangélico. O músico disse que o coral não canta apenas em igrejas: “A maioria dos contratantes não é evangélica, não tem vinculo nenhum. Em março, por exemplo, cantaremos no casamento da modelo Carol Trentini, em Santa Catarina. Ela não é evangélica. Trabalhamos muito bem nesse meio. Cantamos de tudo um pouco”, explica.
Artistas como Simoninha, Paula Lima, Alexandre Pires, Sandy e Junior já procuraram por ele pedindo indicação ou até mesmo interessados em usar o coral em gravações de programas de TV, CDs e temporada de shows.
Hoje já é considerado comum ver igrejas exportando artistas para o meio secular. A cantora Shirley Oliveira, que começou na Igreja Universal, está atuando como vocalista da banda do baixista Pixinga durante a temporada de shows que ele faz em um bar na zona oeste da capital paulista. Ela já fez também segunda voz para artistas como Alexandre Pires, Jair Oliveira, Tânia Mara, Daniel e Jair Rodrigues.
O vocalista e produtor musical Aldo Gouveia trabalha na banda do cantor Fábio Júnior desde 2003 e conta que fez, durante algum tempo, segunda voz em shows dos Racionais MC´s, do rapper Mano Brown: “Temos amigos em comum, pessoas do meio. Ele precisou de backing em 96 e eu fiz alguns shows”, conta Gouveia.
Ele explicou também o porquê de as igrejas estarem se tornando referência nesse meio: “Músicos da igreja têm que correr atrás. O acesso existe, mas não é uma formação de alto nível. Quem gosta, tem o sonho, se vira pra se capacitar. Com o tempo, isso foi formando um grupo seleto de profissionais mais versáteis, maduros e uma rede de contatos”.
Fonte: Gospel+
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
A TREVESSIA DO JABOQUE
Jaboque! O Lugar da Submissão Absoluta Por David Wilkerson
Jaboque é o lugar onde Jacó lutou com o Senhor. É onde ele fez sua rendição total a Deus. É onde recebeu um novo caráter, e um novo nome: Israel. É onde deitou abaixo seu último ídolo, e teve sua maior vitória.
"Levantou-se naquela mesma noite...e transpôs o vau de Jaboque" (Gênesis 32:22).
Jaboque quer dizer: "lugar da travessia". Também representa luta; esvaziar e transbordar. Que tremenda verdade é revelada nesse local chamado Jaboque. Tem tudo a ver conosco nos dias de hoje. É o lugar onde o povo de Deus descobre o segredo do poder contra todo pecado que assedia. Representa uma crise de vida ou morte - uma crise que leva à rendição absoluta.
Não pode haver vitória gloriosa sobre o ego e o pecado enquanto você não for a Jaboque. Chega uma hora em que precisamos "resolver as coisas com Deus". Temos de enfrentar a nós mesmos, e nos esvaziar de todos maus desejos e ambição própria.
No passado, os crentes aprenderam que há duas travessias na vida do cristão: o mar Vermelho e o rio Jordão. A travessia do mar Vermelho representa sair do mundo. Fala de um novo começo. Simboliza "ser salvo". Muitos do povo de Deus saem do Egito, mas nunca entram na Terra Prometida. Ficam presos no deserto da incredulidade, do medo, da confusão. Deixam o mundo, mas nunca entram na alegria do Senhor.
Uma outra travessia é exigida - o Jordão! O Jordão representa um compromisso de se manter com o Senhor. Batismo nas águas! Leitura da Bíblia! Testemunho! Desejo de crescer em Cristo! É um passar para uma vida de louvor. Para muitos, a Terra Prometida representa a plenitude do Espírito Santo. Um batismo no, e com, o Espírito Santo.
Não é só isso? Uma Terra Prometida? Uma Canaã espiritual para os filhos de Deus? Salvos, batizados, e cheios do Espírito Santo?
Os filhos de Israel entraram na Terra Prometida. Receberam sua herança. Mas nunca entraram efetivamente no repouso que Deus desejava que entrassem! Esses filhos de Deus, tementes a Ele, dirigidos pelo Espírito, ainda tinham pecado no coração! Tinham corações presos à luxúria secreta e à idolatria.
É trágico que o mesmo seja real ainda hoje. Multidões de crentes cheios do Espírito, e dirigidos pelo Espírito - nunca conheceram o verdadeiro repouso de Deus! Sua paz é perturbada por uma consciência com problemas. Deus disse, em relação a Israel "que não puderam entrar por causa da incredulidade... Portanto, resta um repouso para o povo de Deus" (Hebreus 3:19-4:9).
É possível ser salvo, cheio do Espírito, totalmente dedicado à obra do Senhor, e ainda estar preso a um pecado secreto! É possível expulsar demônios no nome de Cristo, curar os enfermos, realizar milagres, discernir, produzir grandes obras, tudo em nome de Jesus Cristo - e ainda ser um obreiro da iniquidade amarrado ao pecado.
Só Deus sabe quantos cristãos carregam o peso do pecado secreto, ou da lascívia devastadora. Multidões jamais experimentaram vitória e livramento total de pecados que os assediam. Muitos jovens cristãos dedicados enfrentam uma batalha perdida contra o pecado habitual. Lutam contra o desejo por drogas, por álcool, sexo. Eles amam ternamente o Senhor - mas há "aquela coisa em suas vidas". Odeiam isso, mas continuam. Não querem abandonar Cristo, ou voltar para o mundo. Mas ainda há um ídolo que eles não parecem conseguir entregar.
E, sim, os homens e mulheres de Deus - incluindo ministros do Evangelho - que brigam contra um pecado que os acossa! Eles têm fome de Deus. Nem por um instante pensam em se voltar às coisas desprezíveis do mundo. Anseiam pela plenitude de Cristo. Choram por santidade! São verdadeiramente filhos do Deus Altíssimo.
Mas aquela coisa continua. Aquele tal problema. Esse pequeno ídolo! Ele os faz sofrer e os leva às lágrimas. Eles se dilaceram em culpa e condenação. Sentem-se frágeis, sem valor, confusos. Jejuam, oram, prometem - mas de repente são vencidos, e são levados como ovelhas para o matadouro.
E os cristãos, incluindo ministros que mantém casos secretos de amor? E os esposos e esposas que deixam o casamento, na esperança de achar alguém que lhes agradará mais? Muitas vezes eles mentem referindo uma situação horrível no lar - como desculpa para os casos secretos de amor. Com frequência ficam desesperadamente envolvidos com outros.
A luxúria sexual - adultério, fornicação - está varrendo a igreja nesses dias como peste negra. Não há vitória contra essa lascívia descontrolada? Será que um verdadeiro filho de Deus precisa atravessar a vida sempre escravo do pecado que o assalta? Será que não há um lugar de vitória total? Não quero dizer ficar livre da tentação, mas livre de ceder à luxúria.
Há uma terceira travessia - Jaboque!
Jaboque era um tributário do rio Jordão. Era um lugar abandonado. O nosso Jaboque tem de ser enfrentado a sós. Você pode atravessar o mar Vermelho com uma valorosa multidão de remidos que deixa o Egito. Você pode atravessar o Jordão com o vitorioso exército do Senhor em torno. Mas atravessará o Jaboque só! Sem conselheiros, amigos, ajudadores. É uma luta pessoal - só entre você e o Senhor.
"Jacó porém ficou só; e lutou com ele um varão, até que a alva subia" (Gen. 32:24).
Jaboque é onde o Jacó que existe em nós dá o último suspiro. É onde Deus trata conosco não apenas em relação ao pecado, mas em relação ao nosso próprio caráter.
Jacó era um homem com problemas, desesperado. Digamos que Deus o tenha colocado contra a parede. Ele estava voltando após vinte anos, por sua herança. Esaú, o irmão de quem havia usurpado a primogenitura, estava indo em sua direção com um exército de 400 homens.
Jacó havia amadurecido de várias maneiras. Ele agora era um pai amoroso. Era obediente ao Senhor, e seguia a ordem de Deus para voltar ao lar. Ele amava a verdade. Era um homem humilde, de oração. Ouça sua prece:
“Menor sou eu que todas as beneficências, e que toda a fidelidade que tiveste com teu servo...” (Gen. 32:10).
Mas esse servo de Deus - humilde, obediente, de oração, temente ao Senhor, amante da fidelidade - continuava em processo de conciliação! Isso quer dizer: "ceder ao perigo para evitar problema". Paz a qualquer preço inclui concessão!
Em vez de confiar em Deus na crise, ele aparou as arestas. Tentou inventar um jeito de enfrentar o problema, ou seja, tentou resolver o problema do seu jeito. Dividiu o gado em diferentes rebanhos, enviando-o á frente para abrandar o coração do irmão. Bombardeou Esaú com ondas sucessivas de presentes de cabras, camelos, touros, ovelhas, mulas e carneiros.
"Porque dizia: Eu o aplacarei..." (v. 20).
Apaziguamento! É nisso que multidões de cristãos entraram! Cedem ao perigo, porque temem não ter saída! Ouve-se isso por todo lado atualmente: "Não dá para evitar! Eu não quero fazer. Odeio o pecado. Mas apesar do meu esforço, cedo e caio!".
Então vez após outra, nós apaziguamos! Pecamos e confessamos, choramos e confessamos, tentamos descobrir uma saída. Sim, as arestas, os esquemas, as justificações, as desculpas, os planos - tudo em vão. Parecemos fracos contra necessidades e desejos devastadores.
Obediente! De oração! Buscando a fidelidade! Humilde! Amoroso! Bondoso! Temente a Deus! Mas continua aquele pontinho negro! Permanece uma resistência secreta no fundo do coração. Continua o apaziguamento, a maquinação - continua um ídolo em pé - ainda não totalmente entregue. Ainda não sob o senhorio total de Cristo.
Quero Lhe Mostrar o que Precisa Acontecer em Jaboque!
1. Em Jaboque - a Religião dá Lugar à Espiritualidade!
Uma pessoa pode ser muito religiosa, e não ser nem um pouco espiritual. Jacó havia tido uma experiência muito religiosa em Betel. Á caminho de Padã-Arã à procura de uma esposa dentre seu próprio povo, ele teve uma tremenda experiência religiosa.
"E sonhou: eis posta na terra uma escada cujo topo atingia o céu; e os anjos de Deus subiam e desciam por ela" (Gen. 28:12).
Deus apareceu e fez um acordo com ele! Era uma promessa de bênçãos materiais -
"A terra em que agora estás deitado, eu ta darei...na tua descendência serão abençoadas..." (v. 13, 14).
Jacó grita - "Impressionante - o Senhor está neste lugar" (v. vs. 16,17).
Jacó denomina este lugar de Betel (casa de Deus), e prossegue em fazer um acordo com Deus. A parte da bênção lhe soa muito bem!
"Se Deus for comigo, e me guardar nesta jornada que empreendo, e me der pão para comer e roupa que me vista, de maneira que eu volte em paz para a casa de meu pai, então, o Senhor será o meu Deus...e, de tudo quanto me concederes, certamente eu te darei o dízimo" (Gen. 28: 20-22).
Esse acordo soa familiar? Me abençoe, Senhor! Me faça prosperar em todos os meus caminhos! Me dê muito alimento! Vista-me bem! Cuide bem de mim. Aí então O servirei! Aí então darei o dízimo! Dê a mim, para que eu possa Lhe devolver!
Pense nisso: Deus está presente - os céus, abertos! Anjos aparecem! Deus fala! Que experiência religiosa sobrenatural! E tudo que Jacó vê aí é um acordo para terra, alimento, roupas, prosperidade, e sucesso em tudo! Foi uma experiência estritamente religiosa.
Betel é a religião popular de nossos dias. Como Jacó, nossos espíritos de cobiça interpretam as promessas de Deus de modo materialista. Chegamos ao ponto de profanar a preciosa expiação do Senhor Jesus Cristo! Gritando palavras religiosas, falamos do poder do sangue derramado de Cristo. Mas o que estamos dizendo é uma trágica má interpretação daquilo que o Seu sacrifício na verdade consumou.
Tudo o que alguns veem é o que podem tirar disso. Para eles, a expiação significa meramente saúde, riqueza, prosperidade, e libertação da maldição da pobreza. Estão cegos ao verdadeiro significado da vitória de Cristo na cruz; cegos ao Seu poder sobre o pecado! Cegos à liberdade para se sacrificar, sofrer, e servir voluntariamente para o avanço do Seu reino sobre a terra! Suportar as dificuldades, e sofrer a perda de tudo, se necessário, para ganhar uma coroa incorruptível.
O que dizer das multidões que adoram em Betel? E dos pregadores e mestres que ficam presos em Betel - reclamando as promessas de Betel?
Digo que são pessoas religiosas. Algumas podem ser muito religiosas. Como Jacó podem ter experimentado grandes revelações, podem ter visto anjos, e talvez tenham ouvido Deus. Mas em Betel - a carne ainda está no comando. É um lugar de religião - mas não de real espiritualidade. É uma revelação parcial. Vale para todas as bênçãos, enquanto ignora a luta interior íntima! É estar na presença do Senhor, sem tratar da natureza de Jacó! Isso só ocorre em Jaboque.
2. Jaboque é Um Lugar de Submissão Completa !
"Perguntou-lhe, pois: Como te chamas? Ele respondeu: Jacó" (Gen. 32:27).
Em Jaboque, Cristo nos liberta daquele pecado que nos assedia, transformando a intimidade do nosso caráter.
"Então, disse: Já não te chamarás Jacó e sim Israel, pois como príncipe lutaste com Deus e com os homens e prevaleceste" (Gen. 32:38).
Poder de prevalecer através de um novo caráter! Prevalecer quer dizer: "conquistar supremacia, vitória, superioridade". Jacó agora sabia que estava em seu poder o obedecer, porque o Senhor aceitou seu compromisso de submissão.
O nosso Senhor não está interessado simplesmente em nossa vitória sobre certos pecados. Ele quer nos transformar em novas pessoas, com corações puros e mãos limpas. Nós precisamos de uma transformação de caráter.
Uma noite de combate contra a velha natureza! Jacó teve uma profunda mudança em seu corpo e em sua alma. Ele acertou as diferenças com o Senhor, e prevaleceu. O Senhor viu seu desespero, ouviu seu angustiante pedido - e o tocou! O Senhor propositalmente o enfraqueceu! Ele deslocou seu quadril!
Um dos maiores milagres que o Senhor pode operar a nosso favor, é aleijar nossos esforços humanos e nos tornar totalmente dependentes dEle. Você vai sair mancando de Jaboque, humilhado e aleijado - bradando: "Ó Senhor-- fiz minha rendição total. Entreguei todos os meus pecados. O meu ídolo foi esmagado. Mas não vou conseguir vitória sem ajuda sobrenatural. O Senhor me trouxe a esse ponto de obediência absoluta - agora, sustente meu compromisso de modo sobrenatural. Faça-me querer e realizar a Sua perfeita vontade".
3. Jaboque é o Lugar dos Céus Abertos
Jacó mudou o nome de Jaboque para "Peniel". Peniel significa "a face de Deus".
"Vi a Deus face a face, e a minha vida foi salva" (Gen. 32:30).
Jacó agora é um homem espiritual. Nada de falar de bênçãos materiais - terras, comida, roupas, sucesso. Ele havia visto Deus, e tinha sido tocado. Agora deixou de ser gado; agora é Cristo.
Os céus ainda uma vez se abriram. A escadaria reapareceu, com anjos subindo e descendo. Mas agora ele compreendia o significado mais profundo desse céu aberto. Significa acesso ao Pai! Significa conhecê-Lo. Significa sentar-se nos lugares celestiais. Alegria indizível. O brilho de Sua presença. O som de Sua voz. Agora, todos os valores espirituais.
Usado através de permissão concedida por World Challenge, P. O. Box 260, Lindale, TX 75771, USA.
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
PRÁ LÁ, PRÁ CÁ; PRÁ CÁ, PRÁ LÁ...
PRÁ LÁ, PRÁ CÁ; PRÁ CÁ, PRÁ LÁ...
1- Estive olhando a folha seca de uma árvore cair
Ia prá lá, vinha prá cá até o chão;
Se vinha um vento muito forte ela mudava a direção
Ia prá lá, muito prá lá até sumir
A folha seca quando cai não sabe aonde vai parar
Se vem prá cá ou vai prá lá... sem decisão
Não tem escolha, ela não pode seu destino decidir:
Seja prá lá, seja prá cá é só o chão.
2- Quem não conhece o caminho anda perdido a vaguear
Daqui prá lá, de lá prá cá sem direção
Quando encontra encruzilhada nem pergunta onde vai dar
Nem ele sabe bem ao certo onde quer ir.
Prá quem não sabe aonde vai qualquer caminho pode ser
Seja prá lá, seja prá cá tá tudo bem.
Todo o perdido, sem destino, é como a folha a voar
Indo prá lá, vindo prá cá... até ao chão.
3- Quem tem poder de decidir e sabe onde quer chegar
Seja prá lá, seja prá cá, resolverá
São dois caminhos livre escolha um prá lá outro prá cá.
Prá lá é céu, prá cá é chão escolha bem.
Você não é uma folha seca nem perdido ainda está
Inteligência você tem prá decisão.
Se escolheres ir prá lá com Jesus Cristo vais morar
Ele quer ver você subindo deste chão.
HINO AVULSO – Autor: Esli Vieira - 14102008
Assinar:
Postagens (Atom)



