quarta-feira, 25 de julho de 2012

DURA PROVINCIA DE BABILÔNIA


“O rei Nabucodonosor fez uma imagem de ouro que tinha sessenta côvados de altura e seis de largura; levantou-a no campo de Dura, na província da Babilônia.” (Daniel 3:1)

O contexto no qual podemos inserir o capítulo 3 de Daniel é o período que vai entre 595 e 590 antes de Cristo. Em Jerusalém tínhamos como rei o terceiro filho de Josias, Zedequias, colocado no trono já por intermédio dos babilônios. O rei Zedequias foi muito criticado por Jeremias pela sua incapacidade de ser fiel a Deus.

O reino de Babilônia era dividido em províncias. Daniel foi nomeado governador sobre todas as províncias e permaneceu na capital do império. Atendendo a um pedido seu, o rei concordou que seus companheiros assumissem cargos políticos importantes no reino e, por isso, separaram-se: “E pediu Daniel ao rei, e constituiu ele sobre os negócios da província de Babilônia a Sadraque, Mesaque e Abednego; mas Daniel permaneceu na porta do rei” (Dn 2.49).

Nabucodonosor foi poderoso em Babilônia. Entre os seus feitos está a destruição de Jerusalém e a profanação da Casa de Deus, cujos utensílios sagrados foram saqueados e levados para templos pagãos.

Seu poder se avolumou de tal maneira que perdeu a noção de sua humanidade, fazendo-se deus e obrigando o povo a curvar-se diante da imagem que levantou. Quem não o fizesse seria lançado à morte na fornalha de fogo ardente...

A imagem do rei Nabucodonosor foi levantada no campo de Dura, distante cerca de dez quilômetros da Babilônia.

Mas, Nabucodonosor, sofria uma grande revolta provocada pelos súditos na própria terra. Esse pode ter sido o motivo que o inspirou a construir a grande estátua de ouro, na planície de Dura, representando o rei, a qual todos os súditos foram convocados para adorá-la. Sadraque, Mesaque e Abdenego eram pessoas da administração de Nabucodonosor, levadas para o exílio na primeira deportação de Jerusalém. Por não atenderem ao pedido do rei Nabucodonosor são condenados à fornalha. 


Porém eles, milagrosamente, ficam ilesos ao fogo e por fim o rei Nabucodonosor acaba bendizendo o Deus dos judeus e promulga um decreto: “Todo aquele que falar com irreverência contra o Deus de Sadraque, Mesaque e Abdenego, pertença ele a qualquer povo, nação ou língua, seja feito em pedaços e sua casa seja reduzida a escombros, pois não há outro deus que possa libertar dessa maneira”(Daniel 3,29).

Tudo indica que Daniel não estava presente ou foi dispensado de ter que demonstrar sua lealdade ao rei devido à sua elevada posição.

• Onde ficava Dura?
Creio que não podemos afirmar com certeza onde era o Campo de Dura. Obermeyer sugere que tal localidade fica perto de Nahr Dura, um pequeno afluente do Eufrates, a uns 10 quilômetros no sul de Babilônia. Contudo a sua tese não é provada. A literatura rabínica (Tamude de Babilônia, Folio 92a) diz que a planície de Dura vai do rio Eshel até Rabbath. É interessante notar que a mesma fonte diz que foi neste lugar que Ezequiel profetizou aos “ossos secos” (Ezequiel 37)


10 comentários:

  1. Acredito que Daniel estava presente, mas como outros governantes, permaneceu em pé. Conforme Dn 3.3

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  2. Acredito que Daniel estava presente, mas como outros governantes, permaneceu em pé. Conforme Dn 3.3

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  3. O fato de Daniel está presente ou não, não é relevante, sim a forma em que os caldeus acusam a Sadraque, Mesaque e Abednego, determinados em percegui-los. Não acusaram Daniel porque ele era homem de confiança do rei Nabucodonosor, a quem o próprio já havia testemunhado o poder de Deus.

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  4. O fato de Daniel está presente ou não, não é relevante, sim a forma em que os caldeus acusam a Sadraque, Mesaque e Abednego, determinados em percegui-los. Não acusaram Daniel porque ele era homem de confiança do rei Nabucodonosor, a quem o próprio já havia testemunhado o poder de Deus.

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  5. Creio também que Daniel não se prostrou pois já havia provado sua lealdade ao rei Nabucodonozor ,pois já havia até se tornado governador da babilônia

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  6. logo em seguida mesmo no imperio daniel e lançado na cova de leoes, tiram a possibilidade de que pelo poder consedido a ele pelo rei, nao permetia ele ser lançado.

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  7. esqueçam os erros de escrita kkkkk

    Prefiro o argumento de que Daniel esta-va na Capital.

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